‘O Grito da Família’: mobilização popular contra as drogas na Capital

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O Largo do Ponto de Cem Réis, no Centro da Capital paraibana, será palco nesta quinta-feira (27) de uma manifestação popular denominada de ‘O Grito da Família’, com o objetivo de cobrar a mobilização da sociedade e providências urgentes por parte das autoridades para o problema da proliferação das drogas na cidade.

O evento está programado para ter início às 16h e contará com atividades artístico-culturais e, no final, haverá um show musical. Caravanas de todo estado se mobilizam para participar da manifestação.

Coordenado pelo vereador Geraldo Amorim (PDT), o evento é uma iniciativa do ‘Fórum Permanente de Discussão Sobre Drogas’ da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), com o apoio da Arquidiocese da Paraíba, da Associação dos Pastores Evangélicos, do Movimento Humanidade Nova, da Loja Maçônica Grande Oriente do Brasil, do MovPaz e da UGT.

“Vamos cobrar providências urgentes para este problema”, adianta o vereador Amorim, acrescentando: “A droga é o maior problema que uma pessoa pode ter na família. Por isso as pessoas têm que encarar a questão de frente. Todos devem se juntar no evento a ser realizado”.

Desde o seu primeiro mandato na CMJP, Geraldo Amorim sempre tem levado o tema das drogas para o plenário da Casa, com debates, audiências públicas e apresentação de requerimentos e projetos de lei. ‘O Grito da Família’ vai ratificar a luta que o vereador já vem desempenhando no Legislativo da Capital, como a cobrança por uma política municipal e estadual de prevenção às drogas, por mais investimentos em políticas públicas para a juventude; pela criação de uma Secretaria de Prevenção às Drogas; e pela construção urgente de um Centro de Tratamento para Dependentes Químicos.

Amorim lembra que a cada 36 horas morre um jovem na região da Grande João Pessoa em razão do envolvimento com drogas e a cada 15 horas um jovem é denunciado no estado pelo Ministério Público por tráfico de drogas. “O mais grave é que a iniciação às drogas acontece a partir dos 7 ou 8 anos de idade e cerca de 90% dos dependentes químicos são usuários de crack, uma droga que mata rapidamente”, completa Amorim.

“Tudo isso está acontecendo pela omissão e descaso de nossos governantes. Temos que despertar para o problema. A vida dos nossos filhos pode estar por um fio”.

Jorge Rezende

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