O que falta

Francisco Inacio Pita | colunista

O que falta na administração pública do Brasil: bom planejamento, transferência, moralidade, compromisso, honestidade, seriedade e aplicação dos recursos com responsabilidade. Essas são as qualidades e obrigações que muitos prefeitos do nosso Brasil de Cabral não têm. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem 5.570 municípios e cada uma dessas cidades, logicamente tem o seu prefeito. calcula-se que um pequeno percentual deles levam a sério a sua administração. A grande maioria se empolga com o cargo e nada faz em prol da população que precisa de ações concretas e assistência em diversos setores. Por que será que a maioria dos prefeitos não cumpri à risca a sua função de gestor? Talvez seja por que o povo que tem o direito de escolher livremente, uma grande maioria se vende por favores e objetos pessoais, com isso, os corruptos continuam ou voltam ao poder, como a maioria do povo que escolhe mal, todos são penalizados com uma fraca administração. Muitos votam porque alguém que pede o seu voto, não analisa o presente e passado do escolhido, e assim se vai a desorganização. O povo não lembra na hora de votar que é muito diferente o que diz um prefeito durante a campanha e o leva para a prática administrativa. Ainda o recebe em festas durante as visitas de dois em dois anos. Pode-se observar que a maioria dos gestores e vereadores só vão às comunidades para pedir voto para deputados, senadores e governadores e dois anos depois votam para pedir voto para eles ou seus sucessores. Não vou generalizar, mas a maioria dos gestores e legisladores depois de eleitos trocam de carro, coloca um fumê bem escura nos para-brisas e desaparece do meio do povo.

Então, o que falta é compromisso na gestão pública, existem as leis que obriga os gestores administrarem com responsabilidade e transparência, mas infelizmente por falta de fiscalização direta, muitos brincam com o dinheiro público, muitos prefeitos conseguem a maioria nas câmaras e sabe lá de forma, com essa postura grande parte dos prefeitos brincam de ser gestor, por que muitos vereadores, eleitos para serem os fiscais diretos do povo, estão bem abastecidos e é falta de educação falar de boca cheia.

Muitos prefeitos são denunciados e depois de uma grande temporada, às vezes são punidos. Por que tudo isso acontece? Perguntar não ofende desde que a pergunta não atinja a dignidade pessoal do indagado, é simples, enquanto o povo não se organizar em associações comunitárias, associações de bairros e outros meios associativos, a maioria dos nossos representantes vão deitar e rolar com os recursos públicos que por lei são mais nossos do que deles.

Em épocas passadas foram criadas muitas associações comunitárias em nossa região, mas muitas foram desfeitas, porque os senhores presidentes e outros representantes se venderam aos prefeitos e enfraqueceram a referida agremiação, todo cuidado é povo, sempre aparecem diversas ofertas, principalmente para os representantes das associações bem organizadas. Quando uma associação é bem idealizada e sabe cobrar dos gestores públicos para o bem comum, os seus representantes correm o risco de receber ofertas de empregos para seus familiares em troca do enfraquecimento da associação. Todo cuidado é pouco, são todos por um e um por todos, os associados precisam estar atentos e vigilantes, não esqueçam de observar o comportamento dos seus representantes.

Eu falei de prefeito, mas não estão de fora os governadores dos 27 estados e do Distrito Federal, a maioria promete muito na campanha eleitoral e faz muito pouco durante a sua gestão. Quanto ao Presidente da República, senhor Jair Messias Bolsonaro, precisa descer do palanque e governar o Brasil, fazer um planejamento para combater a pandemia. As suas estratégias de combate estão longe da realidade necessária, cabe a ele nomear um ministro da saúde que tenha técnica em administração e saúde pública, seja compromissado com a função e o presidente deixa de se meter onde ele não entende. Deve esquecer o sistema globo de televisão, montar uma estratégia para diminuir a falta de segurança em nosso país, por que acabar no momento é impossível, e lembrar que ele está no cargo para nos representar. É somente isso e nada mais.

No Brasil são cobradas as maiores taxas tributárias e a maioria desse rendimento tirado da renda do trabalhador e principalmente de pequenos empresários e comerciantes, são direcionados para o Congresso Nacional e Câmara dos Deputados. Os nossos representantes gastam muito dinheiro em troca de quase nada, são gastos absurdos e desumanos, tudo criado por lei que eles mesmos aprovaram. São bolsas e auxílios pagos de forma absurda que tenho até vergonha de falar.

Para finalizar, seria muito bom se acontece esse sonho, na próxima eleição diminuísse o número de deputados e senadores pela metade, deixassem com o mesmo salário, mas diminuísse pela metade ajuda de gabinete, pagasse só a metade dos auxílios como: auxílios moradia, paletó, combustíveis e outros, deixasse a mesma quantidade de assessores para não aumentar o desemprego, mas diminuísse os salários pela metade de todos eles. Se esse sonho acontecesse, sobraria muito e se fosse bem gerenciado daria para melhorar a saúde, a educação, a agricultura, e outros setores da gestão pública, o difícil é isso acontecer.

Por Francisco Inacio Pita

Francisco Inacio Pita

Francisco Inacio Pita

 

Francisco Inácio de Lima Pita é Radialista e Professor Licenciado em Ciências e Biologia pela UFPB e UFCG respectivamente. Atualmente é professor aposentado por tempo de serviço em sala de aula, escritor dos livros CONCEITOS E SUGESTÕES PARA VIVER BEM O MATRIMÔNIO, AS DROGAS E A RETA FINAL DA VIDA E VARIAÇÕES POÉTICAS e tem outros livros em andamentos, mora atualmente na cidade de São José de Piranhas – PB. Produz e apresenta todos os sábados o Jornal Terra News pela Rádio Terra Nova FM, 88.7 MHz.

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