Brasil

Cantor Emílio Santiago morre aos 66 anos

O cantor Emílio Santiago morreu nesta quarta-feira (20), Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Ele estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital desde o dia 7, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O motivo e o horário da morte ainda não forma divulgados.

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Emílio Sant´Anna Santiago nasceu no Rio de Janeiro em 1946. Começou a carreira na década de 1970, disputando festivais universitários e programas de calouros quando ainda frequentava a faculdade de Direito. Trabalhou como cantor na orquestra de Ed Lincoln antes de lançar seu primeiro compacto em 1973, com as músicas "Transa de amor" e "Saravá Nega".

O primeiro disco de sua carreira foi lançado em 1975. Com músicas de compositores como Jorge Ben Jor, Marcos Valle, Ivan Lins e João Donato, o LP não fez sucesso. Gravou outros dez discos, entre 1976 e 1984, pela gravadora Philips/Polygram, mas nenhum deles fez muito sucesso de público, embora os críticos reconhecessem seu talento como cantor. Em 1982, venceu o festival MPB Shell, da TV Globo, cantando “Pelo amor de Deus”. Em 1985, Emílio apresentou a canção "Elis Elis" no Festival dos Festivais, da TV Globo, e foi eleito melhor intérprete.

O sucesso comercial veio em 1988, com o lançamento de Aquarela Brasileira, primeiro de uma série com sete LPs dedicados ao repertório da música brasileira. Gravou outros álbuns especiais, dedicados ao repertório de Dick Farney (Perdido de amor, lançado em 1995), Gonzaguinha (Um sorriso nos lábios, de 2001), e João Donato (Emílio Santiago encontra João Donato, de 2003).

Fundou sua própria gravadora, a Santiago Music. Lançou em 2010 o disco Só danço samba, em homenagem a Ed Lincoln. O registro ao vivo “Só danço samba (ao vivo)” rendeu ao cantor o Grammy Latino na categoria Melhor Disco de Samba/Pagode, premiação que dividiu com Beth Carvalho.

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