Reflexões sobre aspectos fundamentais da vida e obra de Santo Antônio de Pádua

Em homenagem a Santo Antônio de Pádua, e todas as pessoas que o louvam e são seus seguidores, principalmente, em minha terra natal Bonito de Santa Fé.

Giovanny de Sousa Lima

O presente artigo, para além da justíssima e fundamental louvação a vida e obra de Santo Antônio de Pádua, objetiva elucidar os aspectos essenciais e reais de sua trajetória extraordinariamente importante para a história da igreja católica, do cristianismo, e porque não dizer da própria humanidade. Tem-se a pretenção ainda de favorecer uma maior e melhor compreensão, principalmente, dos adeptos, dos discípulos, seguidores de Santo Antônio, acima de tudo em minha terra natal, Bonito de Santa Fé e em diversas cidades sertanejas, nordestinas brasileiras, onde o mencionado Santo foi transformado em padroeiro de paróquias e cidades.

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É inegável as imensas capacidades intelectuais, científicas, humanistas de Santo Antônio. O seu pensamento teológico está fundamentado em bases filosóficas, as quais corporificam a sua fecunda obra, constituída precipuamente por sermões, muito bem sistematizados e pertinentes. Santo Antônio é um legítimo doutor da igreja que estudou e acolheu de modo significativo inúmeras concepções filosóficas inclusive, geradas pelo filósofo grego Aristóteles. Seu vasto conhecimento das ciências humanas lhe assegurou, naturalmente, possibilidades reais de lecionar em várias universidades européias. Tal personalidade detentora de imensos talentos e virtudes converteu-se em um grande estudioso ético, disciplinado, corajoso, criativo, bem como em um evangelizador autêntico da cultura portuguesa, com efetiva atuação também na Africa, Itália e França. Resultante de suas aptidões habilidades, competências e honestidade de propósito, materializou virtudes extraordinárias, como orador e conhecedor abrangente e profundo, inclusive da bíblia.

Conforme padre Arnaldo Rodrigues, colaborador do importante site Vatican News  da cidade do vaticano, assim de forma objetiva e transparente é apresentado, o referido homenageado:

Biografia

“Santo António nasceu em Portugal, em Lisboa, em 1195. Uma tradição indica a data de 15 de agosto. Ele era filho do nobre Martino de ‘Buglioni e Donna Maria Taveira. Sua casa ficava a poucos metros da catedral. Ele foi batizado com o nome de Fernando. Acima de tudo, pela mediocridade moral, a superficialidade e a corrupção da sociedade se sentiu animado a entrar no mosteiro agostiniano de São Vicente, fora dos muros de Lisboa, para viver o ideal evangélico sem concessões, entre os agostinianos.

Fernando morou em São Vicente por cerca de dois anos. Então, incomodado com as contínuas visitas de amigos, pediu para mudar para outro lugar, sempre dentro da ordem agostiniana. Assim, Antônio fez sua primeira grande jornada, cerca de 230 quilômetros, o que separava Lisboa separada Coimbra, então a capital de Portugal. Tinha 17 anos, e chegou em um ambiente onde viveu com uma grande comunidade de cerca de 70 membros para o curso de 8 anos, de 1212 a 1220. Estes foram anos importantes para a formação humana e intelectual do Santo, que podia contar com professores talentosos e com uma biblioteca rica e atualizada.

Estudos e mudança

Fernando dedicou-se completamente ao estudo das ciências humanas e teológicas. Os anos passados em Santa Cruz de Coimbra deixaram um traço profundo na fisionomia psicológica e no processo existencial do futuro apóstolo. Foi ordenado sacerdote provavelmente no ano de 1220. Em setembro de 1220, Fernando deixou os agostinianos para vestir a túnica grossa e marrom dos franciscanos. Neste momento abandonou o antigo nome do batismo para se chamar “Antônio”. Depois de estudar a regra franciscana, partiu para o Marrocos. Porém após ser acometido de uma enfermidade, teve que retornar a sua terra natal. No caminho de retorno devido a uma tempestade e ventos contrários, o navio foi arrastado para a distante Sicília, e permaneceu ali por dois anos.

No dia 8 de maio de 1221 foi para Assis para participar de um dos capítulos da ordem, era um entre muitos naquele momento. Quando quase todos os conventuais partiram, Antônio foi notado por Frei Graziano, ministro provincial da Romagna. Sabendo que o jovem frade também era padre, pediu que ele o acompanhasse. Seus dias transcorreram em oração, meditação e humilde serviço aos confrades. Durante este período o Santo pode amadurecer sua vocação franciscana, aprofundar a experiência missionária abruptamente interrompida, revigorar o compromisso ascético, refinar-se na contemplação.

Descoberta do dom

Em setembro de 1222, as ordenações sacerdotais dos religiosos dominicanos e franciscanos foram realizadas em Forlì. Antes de o grupo de ordenandos ir à catedral da cidade receber as ordens sagradas do bispo Alberto, era habitual dirigir um sermão aos candidatos. Mas ninguém havia sido escolhido antecipadamente e, portanto, nenhum dos padres presentes havia se preparado. Quando chegou a hora de falar em público, todos se recusaram a improvisar o sermão. Só o superior de Montepaolo conhecia bem as habilidades de Antônio. Diante da insistência do superior, ele tomou a palavra.

À medida que o discurso se desdobrou em um latim retumbante, as expressões tornaram-se mais quentes e mais atraentes, originais e excitantes. Ele revelou, mesmo contra o desejo, a profunda cultura bíblica, a espiritualidade envolvente. Assim, Santo Antônio começou sua missão de pregador na Romagna. Ele falava com o povo, compartilhando sua existência humilde e atormentada, alternando o compromisso de catequização com o trabalho pacificador, atendia confissões, confrontado-se pessoalmente ou publicamente com os defensores das heresias.
Após o período de Forlì, depois de ser convidado pelos superiores para pregar nas cidades e vilarejos da Romagna, no final de 1223, Antonio também foi convidado a ensinar teologia em Bolonha. Por dois anos, ele ensinou as verdades básicas da fé ao clero e aos leigos. Começava com a leitura do texto sagrado para chegar a uma interpretação que desafiava e falava à fé e à vida do público. Santo Antônio é, portanto, o primeiro professor de teologia da ordem franciscana recém nascida.

Foi por ocasião do capítulo geral de 1230, que ocorreu durante a transladação dos restos mortais de Francisco para a nova basílica erguida em sua honra, que Frei Antônio de Lisboa foi liberado das posições de governo da ordem. Por causa da grande estima que gozava entre os superiores da Ordem Menor, ele recebeu o novo papel de “pregador geral”, com a faculdade de ir livremente onde ele considerasse apropriado, e escolhido, com outros seis confrades, para representar a Ordem no Papa Gregório IX.

Pádua

Em Pádua, Antônio fez algumas viagens relativamente curtas: a primeira, entre 1229 e 1230; a segunda, entre 1230 e 1231, durante o qual ele morreu precocemente. Somado os dois períodos chegamos a uns 12 meses máximo. Os Sermões Antonianos foram considerados como as mais notáveis obras literárias de natureza religiosa compilada em Pádua durante a Idade Média.

De sermão em sermão espalhou-se a fama do que estava acontecendo em Pádua, causando um aumento contínuo de peregrinos. Uma multidão incessante se reunia em torno de seu confessionário. Era impossível enfrentá-los, embora alguns dos irmãos sacerdotes e uma série de sacerdotes da cidade tentassem aliviar tal fadiga. Ele so poderia esperar que diminuísse o fluxo dos penitentes ao anoitecer. Alguns voltaram ao sacramento da confissão, declarando que uma aparição os levara à confissão e a mudar suas vidas.

Morte do Santo

No final da primavera de 1231, Antônio foi acometido de uma doença. Colocado em uma carroça puxada por bois, ele foi transportado para Pádua, onde pediu permissão para morrer. No entanto, na Arcella, uma aldeia na periferia da cidade, veio a falecer. Ele respirou, murmurando: “Eu vejo o meu Senhor”. Era sexta-feira, 13 de junho. Ele tinha 36 anos de idade.
O Santo foi sepultado em Pádua, na pequena igreja de Santa Maria Mater Domini, o refúgio espiritual do Santo nos períodos de intensa atividade apostólica.

No final do funeral festivo, o corpo do Santo foi enterrado na pequena igreja do convento franciscano da cidade. Provavelmente não enterrado, mas sim um pouco “levantado”, para que os devotos, cada vez mais frequentes e numerosos, pudessem ver e tocar o túmulo-arca. Um ano depois de sua morte, a fama dos muitos prodígios realizados convenceu Gregório IX a queimar as etapas do processo canônico e proclama-lo Santo em 30 de maio de 1232, apenas 11 meses depois de sua morte. A igreja fez justiça à sua doutrina, proclamando-o em 1946 “doutor da igreja universal”, com o título de Doctor Evangelicus.

Sermão sobre a caridade

Bento XVI citando Um pequeno trecho de um dos sermões de Santo Antônio disse:

A caridade é a alma da fé, torna-a viva; sem amor, a fé morre “( Sermones Dominicales et Festivi II, Messaggero, Padova 1979, p.37).

“Somente uma alma que ora pode progredir na vida espiritual: este é o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio.”

Ele conhece bem os defeitos da natureza humana, nossa tendência a cair em pecado, por isso ele continuamente nos incita a lutar contra a inclinação à ganância, orgulho, impureza e praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, humildade e obediência, de castidade e pureza. No início do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescimento do comércio, cresceu o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por esta razão, Antônio convida repetidamente os fiéis a pensar na verdadeira riqueza, a do coração, que fazendo bom e misericordioso, acumula tesouros para o céu. “Ó povo rico – então ele exorta – faz amigos … os pobres, os acolhe em seus lares: eles serão os pobres, para recebê-lo nos tabernáculos eternos, onde há a beleza da paz, a confiança da segurança e o opulento quietude da saciedade eterna.

“Antônio, na escola de Francisco, sempre coloca Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação”

Esta é outra característica típica da teologia franciscana: o cristocentrismo. Ele contempla de bom grado, e convida a contemplar, os mistérios da humanidade do Senhor, o homem Jesus, de um modo particular, o mistério da Natividade, Deus que se fez Criança, entregou-se em nossas mãos: um mistério que desperta sentimentos de amor e gratidão para com a bondade divina.””

Verifica-se que tais informações são fidedignas, claras, precisas  e oportunas. Por si mesmas, já evidenciando a rica, produtiva, construtiva, humanista trajetória de Santo Antônio de Pádua. São reais atestados da credibilidade, importância e legitimidade, relativa a vida e obra deste Santo cultuado por milhões de pessoas em diversos lugares em nosso planeta. O Santo Antônio de Pádua possui na atualidade status de Santo universal. E tal fato, é belo, divino e repleto de significações, acima de tudo para todos nós que somos cristãos.

Por outro lado, aprofundando esse processo de abordagem julga-se também como válidas as objetivas argumentações apresentadas pelo padre Antonio Guerra relativas a vida e obra de Santo Antônio, assim expressa:

Santo Antônio, virtudes e aspectos pouco conhecidos

“Em 13 de junho as igrejas de todas as nações, do ocidente pelo menos, se encherão de fiéis para comemorar sua festa e por toda parte as imagens do grande Santo serão expostas para objeto de veneração dos fiéis.

Por alguns ele é chamado de Santo Antônio de Lisboa, cidade onde nasceu. Outros preferem chamá-lo de Santo Antônio de Pádua, lembrando a cidade onde exerceu suas funções e nas cercanias da qual morreu. Cada um desejando a glória de que o Santo tenha sido de sua cidade.

Santo Antonio viveu no século XIII e, para a glória da Ordem Franciscana e de toda a Igreja, é um dos santos mais populares do mundo.

Entretanto, apesar de muito popular, há certos aspectos da vida deste santo que são pouco conhecidos. Seguem  abaixo alguns relatos históricos, que ressaltam ainda mais a beleza, o vigor e a amplitude de sua atuação, já tão bela, rica e repleta de exemplos.

Eloquente pregador

Santo Antonio pregou em Portugal, na África, na Itália e na França. Seu zelo levava-o a interessar-se por qualquer um que estivesse sem conhecimento da verdade católica.

De tal maneira cativava as multidões com sua eloquência, que seus ouvintes, vindos de todas as partes, esqueciam-se do tempo e de suas ocupações e, tocados profundamente, punham-se com decisão a odiar os seus pecados.

Milagres

São incontáveis os “sinais e prodígios” que Deus manifestou através de Santo Antônio.

Em 1224, o santo religioso foi enviado a pregar no sul da França, onde se alastrava a heresia cátara ou albigense. Durante três anos percorreu as cidades de Montpellier, Toulouse, Le Puy e Limoges, levando-lhes a luz da verdadeira Fé. De muitos dos seus ouvintes recebeu manifestações de sincero arrependimento; de outros, desprezo e zombaria, apesar de serem acompanhadas suas pregações por numerosos milagres.

Em Toulouse, por exemplo, um cátaro* que persistia em negar a presença real de Cristo na Eucaristia propôs-lhe um desafio: durante três dias deixaria uma mula sem qualquer alimento, e a levaria depois para a praça pública, onde Frei Antônio lhe apresentaria a custódia com o Santíssimo Sacramento, enquanto o herege lhe ofereceria um monte de feno.

Assim se fez e o animal, ainda que faminto, não provou o alimento sem antes fazer uma profunda reverência a Jesus Eucarístico. Muitos se converteram à vista de tamanho milagre.

Martelo do hereges

Santo Antônio foi chamado de “Martelo dos Hereges”, isso porque em seus sermões os adversários da Igreja encontravam nele um inimigo formidável.

A mais antiga de suas biografias conta que “dia e noite (Frei Antônio) tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários”. Talvez por isso sua língua esteja miraculosamente conservada em Pádua, há quase 800 anos.”

            Com base em tais formulações, percebe-se a determinação, temperança, resiliência de santo Antônio, inclusive, para o desenvolvimento de sua vocacionada missão de evangelizador. É notória as suas virtudes, dons e conexões com o transcendente. Conexões teóricos- práticas, afirmo, que precisam ser retroalimentadas pelo seus seguidores.

            Agrego ainda as denominadas máximas de Santo Antônio para que os prezados leitores e leitoras possam desfrutar, minimamente de fragmentos ou objetivas concepções do pensamento Antôniano, assim, evidenciadas:

Máximas de Santo Antônio

“Aos devotos e devotas de Santo Antônio, desejamos que suas vidas, alimentadas no evangelho, a exemplo de Santo Antônio, se transformem sempre mais em “pão dos pobres”!

– Cessem as palavras,  falem as obras.

– A mansidão e a humildade  são as virtudes mais  queridas aos olhos de Deus  e das pessoas.

– Nada é difícil para quem ama.

– O amor de Deus e ao próximo conduz à perfeição.

– Feliz aquele que é capaz de se condoer dos pobrezinhos.

– Deus vigia pelos humildes e pelos que produzem boas  obras.

– O justo oferece preces à santíssima trindade na  prosperidade e na adversidade.

– Estende a mão ao pobre, para que recebas em dobro da  mão de Jesus Cristo.

– Quando falares, não digas de ninguém ausente senão o  bem.

– Não basta afastar- se do mal, se não praticas o bem.

– O caminho da sabedoria é a humildade; qualquer outro  caminho é tolo, porque é da soberba.

– Assim como o homem exterior vive do pão material,  assim o interior vive do pão celeste.

– Deus se oferece a todos e está pronto para ajudar a  todos.

– Tudo o que fizeres por vanglória é totalmente perdido.

– A ambição não permite a paz da alma.

– O sinal da humildade costuma aparecer nos olhos.

– O orgulho dispersa, a humildade ajunta.

– A ira e a inveja são desarmadas quando a razão  predomina.

– É pequeno quem ama os bens terrenos; é grande quem  ama os bens eternos.

– Assim como o peixe é batido pelas ondas do mar, sem  que morra com isso, também a fé não se quebra com as  adversidades.”

            Objetivando descobrir e revelar as características mais marcantes da espiritualidade de Santo Antônio (SOUZA, 2011), abordando caracteristícas marcantes da espiritualidade de Santo Antônio deixa claro com bastante propriedade com base na obra sermonária do aludido Santo. Os traços mais expressivos são os seguintes, em resumo:

1 – a devoção intensa à Trindade, em especial, à Segunda Pessoa da mesma, Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro; 2 – a devoção a Maria imaculada, medianeira da salvação; 3 – a devoção aos santos; 4 – a frequência regular aos sacramentos da Penitência e à Eucaristia; 5 – aguarda, pelos fiéis em geral, dos domingos e dias santificados e as orações devocionais particulares e aos clérigos, ainda, o canto ou a recitação do Ofício divino, a oração pública, oficial da Igreja. 6 – a observância do Decálogo, dos Mandamentos da Igreja e, em especial, do mais importante de todos, o do Amor fraterno, que se concretiza mediante as as sete espirituais, a saber: 1 – instruir ou ensinar os ignorantes; 2 – corrigir os que erram; 3 – dar bons conselhos; 4 – consolar ou confortar os angustiados; 5 – perdoar de coração os que nos ofendem; 6 – suportar com paciência as adversidades e as fraquezas do próximo; 7 – rogar a Deus, tanto pelos vivos quanto pelos falecidos. E as sete materiais: 1 – dar de comer a quem tem fome; 2 – dar de beber a quem tem sede; 3 – vestir os nus; 4 – dar abrigo aos peregrinos; 5 – assistir aos enfermos; 6 – visitar os presos; 7 – sepultar os mortos. Ressaltamos, ainda, que o Santo deu enorme importância ao cuidado que se deve ter com os pobres.

            Conforme ainda ( Souza, 2011 ):

“Antônio arrumou tempo para escrever dois conjuntos de sermões: o primeiro ele intitulou Opus evangeliorum ou Sermões Dominicais (desde o antigo Domingo da Septuagésima até ao designado assim pelo Santo, porque os Evangelhos dominicais, sua fonte principal, são esmiuçados pari passu 6 , e o segundo conjunto, denominado Sermones in Solemnitatum Sanctorum per anni circulum ou Sermones festivi7 , inacabado, escritos a pedido do Cardeal–bispo de Óstia, Reginaldo (Rinaldo) dei Conti di Segni, sobrinho dos pontífices Inocêncio III (1198–1216) e Gregório IX (1227–41), e, mais tarde, papa, sob o nome de Alexandre IV (1254–1261), na altura, Protetor dos Frades Menores, o qual, tendo tomado conhecimento dos Sermones Dominicales, apreciando o seu valor, e tendo visto e ouvido Antônio pregar aos integrantes da Cúria Romana (1230), solicitou-lhe que escrevesse algo parecido no tocante às festas dos santos. ”

            Com base em tais declarações percebe-se que as características  marcantes da espiritualidade de Santo Antônio é composta de paradigmas, princípios, diretrizes, nomeclaturas, não apenas teológicas, como filosóficas. São profundamente virtuosas e até relevantes para o adequado  exercicio da cidadania, e a relação do indivíduo consigo mesmo, com seus semelhantes, e com o mundo no qual está inserido. Verifica-se ainda a nítida qualificação de Santo Antônio de Pádua enquanto educador, produtor cultural, fortalecedor criativo de conhecimentos teológicos e humanizadores.

            Para os leitores e leitoras mais exigentes, interessados na vida e obra de Santo Antônio, recomenda-se que leiam de forma atenciosa e ampla a obra “O Essencial sobre Santo Antônio de Lisboa” produzida pela educadora e pesquisadora, Maria de Lourdes Sirgado Ganho. Um trabalho acâdemico muito bem sistematizado, profundo, e ao mesmo tempo claro, agregador de reais conhecimentos e saberes da maior importância sobre a vida e obra de Santo Antônio, indispensável, até para um compreensão mais aprofundada de sua trajetória.

            Espera-se que este modesto artigo possa contribuir para o cumprimento dos objetivos elencados na sua fase inicial aqui revelados, bem como para alegrar, confortar e enriquecer espirituamente os corações e mentes de todos aqueles e aquelas que creem e valorizam verdadeiramente na teoria e na prática a obra magnífica de Santo Antônio. Um abraço fraterno, Giovanny de Sousa.

Referências bibliográficas:

GUERRA, Antônio. Santo Antonio, virtudes e aspectos pouco conhecidos. Oratorio. Acessado em 30/05/2024 às 17 horas. https://oratorio.blog.arautos.org/2023/06/santo-antonio-virtudes-e-aspectos-pouco-conhecidos/.

GANHO,  Maria de Lourdes Sirgado. O Essencial sobre Santo Antônio de Lisboa. Acessado em 30/05/2024 às 18 horas. https://imprensanacional.pt/wpcontent/uploads/2022/05/EssencialSantoAntonioDeLisboa.pdf .

Maria de Lourdes Sirgado Ganho. O essencial sobre Santo António de Lisboa – 2ª ed. – [Lisboa] : Imprensa Nac.-Casa da Moeda, imp. 2007. – 61, [2] p. ; 14 cm. – (Essencial ; 49). – Bibliografia, p. 58-60. – ISBN 978-972-27-0989-7. Acessado em 30/05/2024 ás 18 horas. https://bibliografia.bnportugal.gov.pt/bnp/bnp.exe/registo?1705232 .

PÁDUA, Santo Antônio. Máximas de Santo Antônio. Paroquia Santo Antonio. Acessado em 31/05/2024 às 21 horas. https://www.paroquiasantoantonio.org.br/artigos.php?artigo_id=120&acao=ler.

RODRIGUES, Arnaldo. Santo Antônio de Pádua, o doutor evangélico. VaticanNews – Cidade do Vaticano.  Acessado em 30/05/2024 às 16 horas. https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-06/santo-antonio.html.

SOUZA, José Antônio de C. R. . Características marcantes da espiritualidade de Santo Antônio. Perspectiva Filosófica, Recife, v. I, n. 35, jan./jun. 2011. Acessado em 30/05/2024 às 21 horas. https://pem.historia.ufrj.br/arquivo/josedesouza0007.pdf.

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Giovanny de Sousa Lima — Mestre em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); especialista em Educação em Direitos Humanos e para os Direitos Humanos, também pela UFPB; psicólogo educacional; pedagogo; professor do Ensino Médio e do Ensino Superior em instituições da rede privada de João Pessoa, nas últimas três décadas; e ex-professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).Também é escritor e radialista.