Destaque 2Paraíba

“Marcha das Mulheres Camponesas” na PB terá protestos contra o estupro e a reforma da Previdência

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Movimentos em todo o Brasil se organizaram e contam com o apoio da CUT e de parlamentares que realizaram uma audiência pública no Senado (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Em sua oitava edição, a “Marcha das Mulheres pela Vida e pela Agroecologia” chega em 2017 ao Brejo paraibano e será realizada na cidade de Alagoa Nova. Manifestações contra a reforma da Previdência, proposta pelo Governo Michel Temer (PMDB), e contra a violência contra as mulheres camponesas, marcarão a programação elaborada para o dia (8), quarta-feira da próxima semana, quando da realização do evento. Cerca de cinco mil mulheres estão sendo esperadas para a marcha deste ano.

- PUBLICIDADE -

Na avaliação das entidades responsáveis pela organização da 8ª Marcha das Mulheres Camponesas, o projeto de reforma da Previdência gera consequências dramáticas para a vida das trabalhadoras rurais, em um contexto político de perda de várias conquistas sociais.

As mulheres agricultoras vão defender a união das entidades de trabalhadores rurais da Paraíba aos movimentos nacionais contra a reforma da Previdência; e pelo fim da chamada “cultura do estupro”, termo usado para apontar comportamentos que silenciam diante da violência contra a mulher.

De acordo com o Polo Sindical da Borborema, desde o ano passado, a região vem enfrentando uma onda de estupros, que vitimaram 44 mulheres só entre os meses de agosto e outubro, em oito municípios. Segundo as organizadoras, a Marcha de 2017 pretende ser um espaço tanto de denúncia da situação de insegurança enfrentada pelas mulheres, como de acolhimento das vítimas, para que retomem suas vidas após a violência sofrida.

Como parte da programação da 8ª Marcha das Mulheres, será realizada na Praça João Pessoa, no centro de Alagoa Nova, a tradicional feira para exposição e comercialização de produtos e experiências de mulheres agricultoras. Haverá espaço para hortaliças, frutas, sementes, mel, artesanato e produtos da agricultura familiar. A 8ª Marcha das Mulheres pela Vida e pela Agroecologia é uma iniciativa do Polo Sindical da Borborema e da Assessoria e Serviços em Projetos de Tecnologia Alternativa (AS-PTA), que em 2017 chega ao Brejo paraibano.

Movimento nacional

O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é a principal data de mobilização do calendário feminista e, este ano, em especial, as trabalhadoras marcarão presença nas ruas de todo o Brasil para apresentar a pauta em defesa da liberdade, da autonomia e dos direitos, exigir o fim da violência contra as mulheres, a descriminalização e legalização do aborto, além de se posicionarem de maneira contundente contra as reformas estruturais da Previdência e Trabalhista, propostas pelo governo de Michel Temer.

Em Fortaleza, os atos do 8 de março foram unificados por todo o movimento social. Este ano, a manifestação deverá acontecer com uma caminhada pela Av. Desembargador Moreira, com concentração na Praça da Imprensa, seguindo até a agência do INSS, no Meireles, para denunciar mais esse ataque aos direitos sociais, promovido pelo governo.

Em São Paulo, com lema “Reaja ou Morra Trabalhando”, a CUT Mulheres convoca as trabalhadoras para protestar no Dia Internacional da Mulher, contra a reforma. O ato promovido pela CUT Mulheres tem concentração marcada para as 14h, em frente à superintendência regional do INSS, localizada no viaduto Santa Efigênia, no centro de São Paulo. Na sequência, as mulheres da CUT participam do ato unificado que tem concentração a partir das 15h, na Praça da Sé, também na região central.

Os atos se repetirão por todo o Brasil capitaneados pela CUT, Via Campesina, sindicatos e movimentos ligados à defesa dos direitos das mulheres e dos trabalhadores.

Chico José
A União

Deixe uma resposta