Política

Jeová retoma debate sobre polo têxtil de Cajazeiras

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“A semente para a instalação de um polo têxtil no sertão paraibano deve começar a germinar em breve”. A declaração é do deputado estadual Jeová Campos (PSB), que em reunião de trabalho com representantes das esferas de educação e desenvolvimento tanto em âmbito nacional como estadual, saiu satisfeito com a receptiva do governo do estado em capacitar mão de obra para dar impulso à cadeia de confecções existentes na região de Cajazeiras. Esse é um sonho antigo do parlamentar que deseja ver a região produzindo peças ao invés de apenas revender. A iniciativa discutida durante uma reunião realizada na manhã desta sexta-feira (06), envolve a oferta de cursos voltados ao arranjo produtivo têxtil, através da nova escola técnica de Cajazeiras que deverá ser inaugurada até o final do ano, e o incentivo fiscal para a instalação de indústrias naquela localidade.

O encontro, que reuniu o Presidente Nacional do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, Antônio Idilvan Alencar; o Secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico, Wilbur Holmes Jacome; o Secretário de Estado da Educação, Aléssio Trindade; a Gerente da 9º Regional de Educação, Andreia Braga e o deputado Jeová Campos, já possui, inclusive, visita agendada ao sertão. No próximo dia 14, o grupo visitará a região de Cajazeiras e Triunfo para conhecer os arranjos produtivos ali instalados e elaborar um plano de ações que contemple esse universo nas áreas de educação e desenvolvimento.

No âmbito da educação, segundo Jeová Campos, a ideia é ofertar cursos ligados aos arranjos produtivos já instalados na escola técnica de Cajazeiras que está sendo construída pelo governo estadual. No caso de Cajazeiras, o arranjo de confecções e no caso de Triunfo-Catolé do Rocha, o arranjo de fabricação de panelas. O deputado solicitou, inclusive, que a nova escola técnica contemple cursos voltados às potencialidades econômicas do local. Outra ação já definida na reunião é a visita à escola modelo de Divinópolis, no estado de Minas Gerais, onde se formam pessoas para trabalhar no setor de confecções. A data para essa visita ainda não foi definida.

A gerente da 9º regional de educação, Andreia Braga, comentou a iniciativa. Para ela, os cursos devem ser aproveitados em sua integridade para a capacitação real da população. “Não adianta colocar uma grade de robótica na região de Cajazeiras, por exemplo, porque a nossa vocação e potencialidade é têxtil, então o correto é instalar na região cursos de designer de moda, administração de empresas, corte e costura, enfim, algo ligado ao universo têxtil”, defendeu a gerente da 9º regional de Educação.

A gerente ainda destacou a participação do presidente do FNDE, Antônio Idilvan Alencar, que segundo ela, foi de extrema importância para o avanço da questão. “Ele ficou muito empolgado com a iniciativa e ainda mais por identificar que existe um deputado que está pautando seu mandato com foco no desenvolvimento a partir da educação”, frisou Andreia, explicando que a presença do representante do FNDE na reunião se deu por acaso, em função de outro compromisso dele no estado nesta sexta-feira. “Foi uma coincidência feliz, porque o FNDE é quem garante os recursos para projetos educacionais em todo o país e ter o presidente do órgão participando da reunião foi muito bom”, lembra Andreia.

A capacitação de mão de obra e o incentivo ao arranjo produtivo têxtil da região de Cajazeiras, com a formação do polo de confecções do sertão, é um projeto que o deputado Jeová Campos defende desde seu primeiro mandato. “Na época, com cerca de três mil pessoas daquela região trabalhando no setor de confecções revendendo peças adquiridas, principalmente, de cidades do interior de Pernambuco, a exemplo de Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, verificamos in loco a falta de incentivo aos empreendedores locais e precisamos retomar esse projeto para que, a partir dele possamos criar esse polo, o que geraria emprego, renda e desenvolvimento não só para Cajazeiras e municípios próximos, mas para toda a Paraíba”, concluiu Jeová.

Assessoria