Quatro PM’s denunciados pelo Ministério Público são condenados

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A Justiça condenou quatro dos sete policiais militares envolvidos no “Caso Araxá”. Eles faziam parte do serviço de inteligência do 2° Batalhão da Polícia Militar (a “P2”) e foram denunciados, em setembro do ano passado, pelo Ministério Público da Paraíba por praticarem crimes de formação de quadrilha, tortura, extorsão, abuso de autoridade, roubo e coação no curso do processo no bairro Araxá e em outras comunidades de baixa renda da região de Campina Grande.

De acordo com o MPPB, os acusados agiam como milícia, adentrando as residências, roubando e torturando pessoas humildes sob o argumento de estarem realizando investigações. Para fazer isso, eles usavam armas pesadas, veículos oficiais e coletes a prova de balas.

O juiz da 7a Vara Criminal de Campina Grande, Paulo Lacerda, condenou a tenente Ivny Medeiros, o sargento Romero Matias, o cabo José Cosme da Silva e o soldado Demugi de Lucena Alves a penas de reclusão que variam de dois anos e sete meses a seis anos. Os policiais condenados permanecem detidos no 2o Batalhão da PM e aguardam julgamento dos recursos.

Os soldados Evandro Inácio da Silva e Waldson Feitosa e o cabo Fabrício Matias foram absolvidos e devem ser liberados para reassumirem as funções na corporação.

Caso Araxá

De acordo com a denúncia do MPPB, os policiais militares liderados pela tenente Ivny Medeiros realizaram uma verdadeira “operação tortura” no dia 11 de junho do ano passado, às 18h, no bairro do Araxá. Com coletes e armas em punho, eles teriam invadido sem ordem judicial duas residências em ação coordenada e simultânea. Uma mulher e quatro adolescentes foram abordados de forma violenta, com socos, chutes e pancadas na cabeça. As vítimas também foram constrangidas e ameaçadas sob a mira de armas para que confessassem o assassinato de um policial militar.

Redação com MPPB

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