Democracia e campanha política

Imagem Ilustrativa

A democracia e campanha política que deveriam andar juntas estão longe de formar um par perfeito, porque o próprio eleitor e o concorrente desvirtuam a sua objetividade. Enquanto à maioria dos concorrentes aos cargos de prefeitos e vereadores fazem de tudo para ser eleitos, grande parte do povo brinca de votar, escolhe ex-administradores e com contas reprovadas nos tribunais de contas, segundo se comentam, recebem migalhas em espécie, pedem para pagar suas contas de água, luz e requerem objetivos como: pneus para carro e moto, materiais de construção para reforma da casa, exames médicos desnecessários e outras ajudas paliativas que não levam a nada, simplesmente para votar no político muitas vezes devasso, que já começa praticando a adulteração com compra de voto, você imagina como ele vai gerenciar o dinheiro público, que na maioria dos casos é comprovado os gastos apenas com notas ficais. Tudo essa baderna é difícil de controlar, porque as duas partes, o candidato e o eleitor concordam com essa situação desastrosa que só leva o nosso país a destruição.

As leis proíbem a compra de votos, mas o comprador tem suas artimanhas sigilosas e o eleitor comprado também facilita e se torna corrupto igualmente ao candidato comprador. O que falta para resolver o problema, é somente o eleitor se conscientizar que o voto não é objeto de venda, aprender a cobrar dos gestores benefícios que atinjam a toda sua comunidade, entender que votar não é uma brincadeira e leve a sério o ato democrático que por lei o próprio eleitor tem o direito de escolher livremente os seus representantes.

A título de sugestão: os poderes legisladores, formado pelo Senado e a Câmara dos Deputados, deviam criar uma PEC que modifique as normas da campanha eleitoral, entre elas, os concorrentes teriam o direito de apresentar suas propostas administrativas de forma virtual ou através de um programa de rádio, mídia que todos têm alcance e fosse proibido pedir voto, convencer o eleitor pessoalmente, alegar favores que fez se já foi um administrou no passado e outras sequências que só desvirtua o verdadeiro objetivo da escolha democrática, a qual a lei eleitoral determina. A justiça eleitoral atua com responsabilidade e pune seriamente quem pratica a compra de votos, mas só entra em ação quando recebe a denúncia, e isso se tornou quase impossível por falta de denunciante. O eleitor pouco denúncia apesar de existir nos dias atuais várias mídias e formas virtuais ao alcance de todos e sem a necessidade de se identificar. Como tem poucas denúncias, evidentemente, o concorrente fica livre para praticar o ato de corrupção, o candidato pouco denúncia o outro porque na maioria das vezes está mais sujo do que “pau de galinheiro.”

Outro fato que afugenta o objetivo de uma campanha política é a politicagem que só destrói a democracia, uma prática bastante usada entre os concorrentes, muitas vezes não praticadas diretamente pelos candidatos, mas pelos assessores e puxa sacos que os acompanham.

Outro fato interessante, eu ainda não entendi porque eu posso dizer em quem voto na rua, coloco adesivo em meu carro e na hora de votar tenho que exercer essa obrigação de forma sigilosa e em uma cabine de votação secreta. Eu entendo que isso é uma lei, e as leis são feitas apenas para serem cumpridas, mas eu como cidadão e cumpridor dos meus deveres na sociedade, tenho o direito de discordar de forma democrática, mas não se esquecendo de cumprir a risca todas as leis eleitorais como eleitor.

Para finalizar quero lembrar, não perca a amizade do seu vizinho, caso ele vote em outro candidato, a política passa e o seu vizinho fica morando do seu lado, respeite a opinião do seu amigo, assim como você, ele tem o direito de escolher quem ele quiser para lhe representar. Aos perdedores se tem o poder em outra instância não dificulte o trabalho do ganhador que vai assumir a partir de Janeiro, você pode até o considerar adversário, mas a população que será a beneficiada, não tem nada haver com suas querelas políticas partidárias. Agradeço a todos por ler o meu artigo e espero que eu tenha contribuído para o desenvolvimento democrático na escolha dos nossos futuros representantes, obrigado a todos.

Por Francisco Inacio Pita

Francisco Inacio Pita

Francisco Inacio Pita

 

Francisco Inácio de Lima Pita é Radialista e Professor Licenciado em Ciências e Biologia pela UFPB e UFCG respectivamente. Atualmente é professor aposentado por tempo de serviço em sala de aula, escritor dos livros CONCEITOS E SUGESTÕES PARA VIVER BEM O MATRIMÔNIO, AS DROGAS E A RETA FINAL DA VIDA E VARIAÇÕES POÉTICAS e tem outros livros em andamentos, mora atualmente na cidade de São José de Piranhas – PB. Produz e apresenta todos os sábados o Jornal Terra News pela Rádio Terra Nova FM, 88.7 MHz.

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