No Plenário, senador paraibano volta a repudiar ameaça de um novo AI-5 e presta solidariedade ao senador Randolfe Rodrigues

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Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB)

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) voltou a manifestar preocupação com as recentes declarações do deputado federal Edudardo Bolsonaro e, desta vez na tribuna do Senado, repudiou qualquer tentativa de volta da Ditadura Militar. Ele também se solidarizou com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) diante de ameaça feita pelo deputado Marcos Feliciano (Podemos-SP), que pediu que Randolfe tenha a imagem “espancada” em um ataque coordenado nas redes sociais.

Veneziano explicou que tudo se deu porque Randolfe questionou as declarações feitas pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PLS-SP) sobre a volta do AI-5, decreto que cassou as garantias individuais em dezembro de 1968, durante a ditadura militar, no governo do general Artur da Costa Silva (1899-1969).

“Eu quero me solidarizar com o senador Randolfe Rodrigues, da mesma forma como pedir à Câmara dos Deputados a devida atitude e as providências quanto às declarações”, afirmou Veneziano, criticando também as declarações do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, que, a seu ver, foi “pouco feliz” ao também comentar a ameaça de um “novo AI-5”.

Para Veneziano, Randolfe foi atacado de forma “desproposital, descabida, desnecessária e inconcebível”. “Nós ouvimos, com a sua viva voz, o incitamento, o pedido, o chamamento para que outros companheiros seus no estado do Amapá pudessem enxovalhar, pudessem, entre aspas, ‘espancar’ a imagem pública política do senador “, lamentou o parlamentar do PSB da Paraíba.

Volta da Ditadura – Esta semana Veneziano criticou a proposta de volta do regime militar e cobrou de todos uma reação contrária à ideia do deputado Eduardo Bolsonaro. Ele lembrou que, durante a ditadura, o Ato citado por Eduardo Bolsonaro retirou direitos, censurou a população, além de causar prisões, torturas e até mortes. “Os Atos Institucionais, quando implantados, trouxeram um período difícil, ditatorial, de autoritarismo, de mortes, de perseguições e de censuras no Golpe de 64”.

O senador ressaltou que todos os cidadãos precisam reagir a este tipo de postura adotada pelo filho do presidente da República. Para Veneziano, o clã Bolsonaro é claramente “inclinado” e apresenta o desejo de reimplantar no país uma ditadura. “Nós não vamos aceitar. Nós não vamos conceber e vamos estar vigilantes, reagindo a este tipo de postura”, garantiu Veneziano.

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