Edvaldo Rosas critica ‘certas figuras’ que se acham PSB-Raiz e não irá recorrer de intervenção no Diretório

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Edvaldo Rosas disse que seguiu Ricardo por acreditar no projeto que se iniciava (Foto: Arquivo)

O presidente do PSB na Paraíba, Edvaldo Rosas, disse ao Portal ClickPB que não vai recorrer da dissolução do Diretório Estadual pela direção nacional uma vez que a articulação, para ele, “inexplicável”, foi dos seus próprios companheiros e companheiras de partido.

Edvaldo Rosas disse, ainda, que não foi procurado por dirigente ou membro do partido para propor que o ex-governador Ricardo Coutinho assumisse a presidência do PSB antes do término do seu mandato, em novembro de 2020. “Depois que ele tomou tal atitude e sentiu a reação negativa de seu ato nos chamou para uma reunião em Brasília. Deveria ter feito isso antes, até porque o fato alegado para eu deixar o comando do PSB é um absurdo, já que diversos dirigentes estaduais ocupam cargos públicos em seus estados, a exemplo de Pernambuco, terra do próprio presidente nacional do PSB”, queixou-se.

Apesar de ter o apoio da maioria dos diretorianos e de prefeitos, deputados e vereadores, Edvaldo disse que não lhe interessa ser presidente de todo jeito e lamentou que o partido agora está dividido e sem unidade interna.

“Estava à frente do PSB porque tenho história na legenda, fui eleito e tinha um mandato a cumprir. Mas se querem dissolver o Diretório sem qualquer justificativa e num processo intervencionista, não farei cavalo de batalha; fiquem com o partido. Sabendo que pegarão uma legenda estruturada em mais de 200 municípios”, disse Edvaldo em nota.

Ainda na nota, Edvaldo disse que “poderia ganhar tanto na justiça quanto em uma eleição, mas o custo disso seria muito alto para todos”. Além disso, ele também questionou a forma como se deu o processo de intervenção e afirmou que muitas pessoas que assinaram a lista pela dissolução retiraram seus nomes quando souberam o real motivo, mas isso não foi levado em consideração, nem o fato de suplentes estarem votando pelos titulares do diretório.

O socialista também criticou o fato de “certas figuras” desse movimento se intitularem de PSB-Raiz. “Na verdade, chegaram depois das vitórias na Prefeitura e outros no Governo do Estado. Tem gente aí que nem votou na eleição e nem na reeleição de Ricardo para o Governo”, disse, acrescentando que ele saiu junto com Ricardo do PT por acreditar no projeto que se iniciava, naquela época, sob o comando de Ricardo.

“Nós vencemos várias eleições, realizamos grandes gestões e crescemos juntos esse partido e, agora, eu sou tirado do comando porque aceitei um convite do governador João Azevedo para ser secretário de um governo do próprio PSB. É inacreditável isso. A história é testemunha e saberá registrar as contradições de cada um”, afirmou.

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