Atendendo quatro cidades, CAPS-I de São José de Piranhas realiza semana de atividades pela luta Antimanicomial

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Atividades pela luta Antimanicomial em São José de Piranhas-PB.

O Centro de Atenção Psicossocial Socorro Batista (CAPS-I), em parceria com as secretarias municipal de Saúde e Ação Social, realizou uma série de atividades voltadas à conscientização e inclusão social na VII Semana Municipal da luta Antimanicomial de São José de Piranhas e região. A programação se estendeu de 15 ao dia 17 de maio, com o apoio da Prefeitura Municipal.

Na quarta-feira (15), pela manhã, houve caminhada pelas ruas da cidade com distribuição de panfletos abordando a temática proposta, seguida de café da manhã e distribuição de brindes.

Dando continuidade, na quinta-feira (16), também pela manhã, foi realizado o Cine CAPS, com exibição do filme O EXTRAORDINÁRIO, distribuição de pipoca, algodão doce e refrigerante para todos os participantes. À tarde, palestra no município de Monte Horebe, ministrada pela Especialista em Saúde Mental, Saúde da Família e Nefrologia, Drª Neuma Cavalcanti de Figueiredo, onde foi abordado a importância e o bom funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em nossa região.

Finalizando, na sexta-feira (17), realização de atividades físicas na praça central com participação da sociedade, equipe e usuários do CAPS, além da distribuição de presentes para todos os participantes.

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial é comemorado no dia 18 de maio.

A CAPS local atende cerca de 1.300 usuários das cidades de São José de Piranhas, Monte Horebe, Carrapateira e Bonito de santa Fé. A unidade conta com uma equipe multiprofissional com enfermeiras psiquiatra, psicóloga, assistente social, psicopedagoga, técnica de enfermagem, monitor, vigia, artesã, auxiliar de serviços gerais, auxiliar administrativo e cozinheira.

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Esta equipe presta atendimento humanizado, procurando ser resolutivo e presta escuta qualificada a todos que procura o serviço.

POLÍTICA DE SAÚDE MENTAL E A LUTA ANTIMANICOMIAL NO BRASIL

No fim da década de 70, muitos movimentos ligados à saúde denunciaram abusos cometidos em instituições psiquiátricas, além da precarização das condições de trabalho, reflexo do caráter autoritário do governo no interior de tais instituições. A partir daí, surgiram movimentos de trabalhadores de saúde mental, que colocaram em evidência a necessidade de uma reforma psiquiátrica no Brasil. O Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM) – que contou com a participação popular, inclusive de familiares de pacientes. O Movimento Sanitário foram dois dos maiores responsáveis por essa iniciativa.

Em 18 de maio em 1987, foi realizado um encontro de grupos favoráveis a políticas antimanicomiais. Nesse encontro, surgiu a proposta de reformar o sistema psiquiátrico brasileiro. Pela relevância daquele encontro, a data de 18 de maio tornou-se o dia de Luta Antimanicomial.

Com o intuito de acabar com os manicômios, o projeto de reforma psiquiátrica no Brasil visava substituir, aos poucos, o tratamento dado até então por serviços comunitários. O paciente seria encorajado a um exercício maior de cidadania, fortalecendo seus vínculos familiares e sociais e sem isolado destes. Em substituição às internações, os pacientes teriam acesso a atendimentos psicológicos, atividades alternativas de lazer. A família, aqui, teria papel fundamental na recuperação do paciente, sendo a principal responsável por ele.

O Movimento de Luta Antimanicomial consistiu em um diálogo de conscientização com as instituições legais e com os cidadãos. Os CAPS, que foram criados em 1992, são serviços públicos oferecidos em unidades regionais, que oferecem tratamentos intensivos, semi-intensivos e não intensivos, o CAPS tem como objetivo o atendimento individualizado, com rodas de conversa, oficinas artísticas e o tratamento terapêutico individual e em grupo, buscando oferecer um tratamento ambulatorial humanizado.

A Lei Paulo Delgado (10.216/2001) faz parte da Reforma iniciada na década de 70. Ela foi promulgada apenas em 2001, com o intuito de garantir os direitos de pacientes portadores de transtornos mentais.

Priorizando o tratamento através da reinserção na família, no trabalho e na comunidade. A reforma psiquiátrica tem como objetivo dar voz e vez ao paciente no que refere aos seus interesses e o tratamento que pode ser mais adequado para ele.

Radar Sertanejo

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