Mais de 1,5 mil homens viajam para cortar cana em São Paulo

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Pelo menos 1.500 homens devem sair de São José de Piranhas e municípios vizinhos, somente neste mês de abril, rumo ao interior de São Paulo para trabalhar na colheita da cana-de-açúcar. Vários ônibus já levaram os trabalhadores na primeira quinzena de abril, mas outras lotações já estão programadas.

Levantamento feito nos últimos anos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que a maioria dos trabalhadores que saem da Paraíba rumo ao sudeste do Brasil são, principalmente, das cidades de São José de Piranhas, Princesa Isabel, Juru, Água Branca e Tavares, todas no Sertão paraibano. Antes de embarcar os trabalhadores passam por exames médicos.

Segundo matéria publicada pelo Estadão, nos últimos anos vem crescendo a ‘extinção dos cortadores’ – apelidados de boias-frias, em São Paulo. Essa diminuição tem relação direta com a proibição da queima da palha da cana-de-açúcar, processo que se iniciou, de forma gradual, em 2007. Sem a queima, o corte manual da cana torna-se inviável, e é necessário o uso de máquinas. Pela legislação, apenas pequenas propriedades, com menos de 150 hectares, ou áreas com declives acentuados, onde as máquinas não têm acesso, terão permissão para continuar com o corte manual.

Outro tipo de emprego que tem substituído o corte de cana nos municípios da 9ª Região Geoadministrativa da Paraíba tem sido a chamada furadinha, venda de porta em porta, onde pessoas aqui da região tem se dedicado, cada vez mais, para vender nos estados do Maranhão, Pará e Tocantins.

Por Dida Gonçalves
Radar Sertanejo

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