Réu cajazeirense é condenado a 17 anos de prisão por matar namorada com tiro no rosto

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Julgamento aconteceu no Fórum Criminal de João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Julgamento aconteceu no Fórum Criminal de João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

O bacharel em direito, José Itamar de Lima Montenegro Júnior, foi condenado a 17 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, por matar a namorada Érica Vanessa de Souza Lira, com um tiro no rosto, no ano de 2014, em João Pessoa. O júri popular aconteceu nesta quinta-feira (9), no Fórum Criminal da capital, mas a sentença só foi lida no início da manhã desta sexta-feira (10). O réu pode recorrer em liberdade.

Por se tratar de um crime hediondo, a pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado, em algum presídio de João Pessoa, a ser definido pelo juiz da Vara de Execuções Penais.

A filha de Erica, Ashlley Kessy, esteve no julgamento e disse que a família esperava por uma pena máxima. “Mas agradecemos e estamos parcialmente satisfeitos com a justiça que foi feita. Pedimos que ele não consiga recorrer em liberdade e sim em regime fechado”, declarou. Quando a mãe morreu, Ashlley tinha 16 anos.

A vítima levou um tiro no rosto no dia 24 de abril, dentro do próprio apartamento, no bairro do Bessa, e morreu no dia 5 de maio, no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Na época do crime, José Itamar foi apontado como principal suspeito de matar a namorada, também bacharel em direito.

Ele foi preso no dia 29 de abril após se apresentar na Delegacia de Homicídios com um grupo de advogados para prestar depoimento sobre o caso. Segundo informações da Polícia Civil, após prestar esclarecimentos o mandado de prisão preventiva foi cumprido.

Érica Vanessa tinha 32 anos e estava no próprio apartamento quando foi atingida pelo disparo. O tiro entrou na região do nariz e se alojou na nunca. A vítima foi socorrida pela equipe do Samu e da Polícia Militar ainda consciente.

Na época do crime, a Polícia Civil informou que ele tem um histórico grande de violência contra mulheres, incluindo o estupro a uma menina de 12 anos, no entanto, os processos já foram arquivados e, por isso, a juiza não levou em consideração durante a sentença.

G1 PB

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