Hubert de Givenchy, lenda da alta-costura francesa, morre aos 91 anos

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Hubert de Givenchy em outubro de 2014, em Madri Foto: EFE/ Kiki Huesca.

O estilista Hubert de Givenchy, lenda da alta-costura e conhecido por sua colaboração com a atriz Audrey Hepburn, morreu, aos 91 anos, anunciou nesta segunda-feira, 12, à AFP seu companheiro em um comunicado.

“O senhor Givenchy faleceu enquanto dormia, no sábado, 10 de março de 2018”, informou o também estilista Philippe Venet.

Aristocrata que fundou a casa Givenchy na década de 1950, o estilista ficou famoso ao vestir Jacqueline Kennedy Onassis e Grace Kelly, entre muitos outros nomes. Givenchy nasceu em Beauvais, França, em 21 de fevereiro de 1927.

Ele era presença fundamental no mundo da moda desde que apresentou sua primeira coleção em Paris aos 24 anos.

Givenchy se tornou sinônimo de elegância e glamour despreocupado. Ele desenhou o vestido preto de Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo.

Sua família esperava que o filho se tornasse um advogado, mas o jovem, que media 1,96 m, foi atraído pela moda e pelo design ainda jovem, se mudando para Paris para estudar aos 17 anos.

Suas criações marcantes, incluindo blusas com mangas de balão e calças na altura do tornozela com a bainha queimada, foram consagradas pelo tempo como alternativas arejadas para o New Look de cinturas finas e curvas artificiais de Christian Dior.

A primeira coleção de Givenchy, de 1952, ganhou reconhecimento no mesmo dia em que foi apresentada: Givenchy levantou 7 milhões de francos (1 milhão de euros) em encomendas, o bastante para conseguir assumir a própria empresa.

Depois da estreia fenomenal, Givenchy foi para Nova York para capitalizar sua popularidade com os americanos. Lá, ele conheceu o recluso Cristobal Balenciaga, e os dois mantiveram uma amizade próxima até a morte do espanhol, em 1972.

Givenchy dizia em entrevistas: “Balenciaga me ensinou tudo o que sei”.

Entre seus clientes americanos, estava Jacqueline Kennedy, que usou um dos seus vestidos no funeral do presidente John F. Kennedy, em 1963.

Depois de 30 anos à frente da marca, ele vendeu a empresa para o grupo francês LVMH Moet Hennessy-Louis Vuitton em 1988, ficando no comando até se aposentar, em 1995.

O grupo também assumiu controle da linha de perfumes e de decoração de interiores da marca.

A Givenchy atualmente rende ao LVMH cerca de 110 milhões de euros em vendas anuais apenas na Europa, de acordo com estimativas do mercado. / AFP e Reute

Estadão

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