Vereadora Raissa Lacerda garante que “livro satânico” não chegará nas bibliotecas de JP

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A vereadora Raíssa Lacerda (PSD) intitulou o livro ‘Queermuseu – Cartografias da diferença na arte brasileira’, do projeto ‘Santander Cultural’, como um “livro satânico” e garantiu que ele não chegará às bibliotecas municipais de João Pessoa. O assunto foi abordado pela parlamentar na tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), na sessão ordinária desta terça-feira (10).

Raíssa Lacerda ressaltou as denúncias realizadas pelo vereador da cidade de Uruguaiana e também procurador de Justiça do estado do Rio Grande do Sul, Eric Lins, as quais na obra foram encontrados indícios de apologia ao canibalismo e à pedofilia.

“Ele diz que este livro está sendo enviado a vários municípios falando que pedofilia é normal, que menino pode ser menino ou menina, que o errado pode passar como certo. Um livro com foto de homem com esperma na boca e com blasfêmia de Jesus com vários braços, quando ele só tem dois. Somos autoridades constituídas por Deus, temos que defender o que é correto: as famílias e as crianças. É um livro satânico, livro do cão. Não irá para as bibliotecas de João Pessoa”, defendeu.

A vereadora ainda comentou a exposição ocorrida na abertura da ‘Mostra Panorama da Arte Brasileira’, realizada no dia 26 de setembro, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), em que uma criança de cinco anos interage com um homem nu. “Criança é pra estar na escola. Vamos respeitar as crianças”, enfatizou.

A parlamentar teve o apoio da vereadora Helena Holanda (PP) e dos vereadores Milanez Neto (PTB), João Almeida (SD), Carlão (PSDC), Bispo José Luiz (PRB) e Bruno Farias (PPS). “O que faltou foi bom senso e sensatez. Deveria ser proibido a presença de crianças e adolescentes na exposição em que o culto ao erotismo era exposto, mesmo quando acompanhados dos responsáveis. Permitir a entrada com o consentimento de uma mãe é errado, não é por que uma mãe consente que você vai deixar uma criança consumir álcool, por exemplo, é contra a lei”, explicou Bruno Farias.

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